O propósito do título é garantir exposição
nos sistemas de busca.
Convívio social é custoso, é preferível falar para cujo não sabe-se
quem é. E falarei nada além de asneiras fúteis do cotidiano, que qualquer um
deveria odiar, pois até eu odeio. Recomendo não utilizar o seu precioso tempo para
tal coisa.
3 anos após o meu suicídio:
Sabe como é morrer? É lento e, de certa forma, agradável. Então tu
pensa “é isto a vida?”, tal como qualquer outro idealista egocêntrico – tal como
qualquer outro humano – que esperava algo de especial acontecer durante a vida.
Reconhece-se a ineficiência dos esforços de toda uma vida para superar as
adversidades naturais que submetem-nos à deterioração. Viver é contrariar.
Viver é rejeitar. Viver é se auto enganar. Perceba: sem juízo de valor. Há nada
de sério e palpável em juízo de valor. Moralistas são comediantes que acreditam
nas próprias piadas.
Não escrevo há séculos, contudo, retorno ao velho costume de excluir
pronomes. O meu problema com pronomes é o direcionamento: indivíduo. Eu falo
para o nada. Escrevo sem me sujar e sem sujar o leitor, embora este seja menos
relevante.
Sou propositalmente egoísta e hipócrita.
Sou propositalmente o contrário – mas quando sou o alvo, uso um
espantalho.
Sou a personificação da incerteza - mas quando não tem carne, prefiro a sobremesa.
Por vezes, eu brilho, eu poderia ser uma estrela. O caminho é distante,
mas conheço a escada que leva até lá. Eu só não queria ir sozinho.
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